terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Palavra aos ministros - A criança e o cristão.

Palavra aos ministros
A criança e o cristão.

Em seus ensinamentos acerca do Reino dos Céus Jesus fez referências que o  Reino dos Céus pertence aos que são semelhantes as crianças: “Então disse Jesus: "Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas” 
(Mt 19:14)
.
Discorrendo sobre esse ponto Edwards faz um fantástico paralelo sobre a criança e o cristão que, de certa maneira, deve ser inspirador para nós; cito Ipsis litteris:
 “A carne de uma criancinha é tenra, assim como o coração de uma pessoa recém-nascida espiritualmente, Não só a carne, mas a mente de uma criancinha é delicada; ela sente simpatia facilmente e não pode ver outros em dificuldades. O mesmo ocorre com um cristão. A bondade conquista facilmente a afeição de uma criancinha; assim é com um cristão. A criança se assusta facilmente com a aparência exterior do mal; da mesma forma, um cristão se alarma com a aparência exterior do mal. Quando uma criancinha encontra qualquer coisa ameaçadora, não confia em sua própria força, mas corre para seus pais; do mesmo modo, um cristão não tem autoconfiança para lutar com inimigos espirituais, porém corre para Cristo. Uma criancinha suspeita facilmente de perigo no escuro, quando sozinha ou longe de casa. De modo semelhante um cristão se apercebe dos perigos espirituais e se preocupa com a sua alma quando não pode ver claramente o caminho diante dele; teme ser deixado só e a alguma distância de Deus. Uma criancinha facilmente teme os mais velhos, teme sua ira e treme diante de suas ameaças. Do mesmo modo, um cristão teme ofender a Deus e treme diante do castigo de Deus.
De todos esses modos, um verdadeiro cristão se assemelha a uma criancinha. Nas coisas espirituais, o santo mais amadurecido e mais forte é a menor e ais sensível das crianças”. *

Por Edson Ciso

*EDWARDS, Jonathan. A genuína experiência espiritual: Os sinais que distinguem verdadeiras emoções espirituais. São Paulo: PES. 1993 Pg. 96-97.

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