sexta-feira, 16 de agosto de 2013
A suficiência das Escrituras e o ministério com crianças
Palavra aos ministros
A suficiência das Escrituras e o ministério com
crianças
O apóstolo Paulo, na carta que escreveu a Timóteo,
afirma que nos últimos dias viriam tempos terríveis (Tm 3.1). Sem dúvidas, é
assim que podemos classificar os nossos dias. Vivemos tempos em que verdades e
doutrinas fundamentais das Escrituras têm sido questionadas, sutilmente
deixadas de lado ou estrategicamente misturadas a outras “verdades”. Em nenhum
outro momento doutrinas básicas do cristianismo como a suficiência das
Escrituras, as doutrinas acerca do pecado, da salvação, santidade, etc., foram
tão relativizadas e solapadas quanto em nossa época.
Evidentemente, isto pode e, de certa maneira, tem
influenciado seriamente a forma como doutrinamos nossas crianças. Em muitos
lugares, por causa dos ensinos seculares atuais, as verdades bíblicas têm sido
sutilmente contrapostas ou relativizadas em vários aspectos. MacArthur em seu
livro Sociedade sem Pecado¹ faz menção sobre como pressupostos da psicologia,
por exemplo, podem paulatinamente assumir lugar de destaque em nosso ensino em
detrimento de verdades bíblicas inquestionáveis noutro tempo. Segundo este
autor, nos nossos dias é muito comum, para se escapar da culpa, o pecado ser encarado
muitas vezes como doença. Hoje, entre uma infinidade de outros exemplos que
poderiam ser referidos, não é raro classificar como hiperativas crianças que
afrontam a autoridade ou glutões serem classificados como tendo distúrbio
alimentar, assim, minimizando as responsabilidades e culpa dos mesmos pelos
seus atos.
Quando permitimos que o ensino das sãs doutrinas seja
contaminado pelas “verdades” da cultura vigente, ou mesmo por pressupostos
científicos, corremos sérios riscos de comprometer gravemente o futuro eterno
de nossas crianças. MacArthur alerta:
“Rapidamente os
cristãos estão perdendo a visão do pecado como raiz de todos os males. (...)
Anule a doutrina da depravação humana e você invalidará o plano de salvação.
Apague a noção da culpa pessoal e você eliminará a necessidade de um salvador.
Destrua a consciência humana e você levantará uma geração amoral e irredimível.
A igreja não pode dar as mãos ao mundo em um empreendimento completamente
satânico. Agir assim é destruir o verdadeiro evangelho para o qual fomos
chamados a proclamar”.
Para nós que amamos o Senhor Jesus e a sua Palavra,
mais que nunca, este é um tempo em que precisamos firmemente nos voltar para as
Escrituras Sagradas como sendo nossa única regra de fé e prática, bem como
ouvir atentamente a recomendação do Apóstolo: “Você porém, fale o que está de
acordo com a sã doutrina” (Tt 2.1). Que Deus nos ajude!
Edson Ciso
¹ MACARTHUR, John. Sociedade sem pecado. Ed.: Cultura
Cristã. SP.2010 . p 7-29
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