Palavra aos ministros
Ministério performático e a glória de Deus.
Certamente todo ministério e todo ministro passa por momentos de dificuldades. Algumas são mais graves outras mais fluidas. Entretanto, são inevitáveis. Um dos maiores problemas que um ministério pode enfrentar é o de se tornar um ministério performático. Claro que todo ministério tem que se preocupar em ter um bom desempenho no serviço que se propõe a desenvolver. Apesar disso, alguns se tornam especificamente performático. Quando a performance passa a ser o que há de mais constitutivo em um ministério, este não está longe de ser um ministério que vive do que aparenta.
Há grande risco para o ministério que está em vias de cruzar a fronteira essência/aparência. O ministério de Moisés, por exemplo, tinha como essência o relacionamento efetivo com Deus. Moises servia o povo a partir de seu relacionamento íntimo com Deus. Relacionamento tão expressivo que sua face passou a refletir a glória de Deus. O povo não podia mirar sua face tamanho esplendor da gloria do Senhor, por isso Moises cobria seu rosto com um véu após falar ao povo e o removia ao entrar na presença de Deus (Ex. 34.30-35). No entanto, o grande risco que Moises tinha diante de si era o de o véu ser a coisa central de seu serviço ao povo. E de quem sabe um dia quando o véu fosse removido o povo gritasse: “Icabode, foi-se a glória de Deus”.
Quando prescindimos do relacionamento efetivo com Deus paulatinamente passamos a usar véus e a confia na performance para ministrar. Não obstante, não existe ministério eficaz quando se vive de aparências. Pois todo serviço ministerial que glorifica a Deus é fruto da glória de Deus e de nada mais.
Edson Ciso
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